segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Gossip Girl 5x6


- Veio se desculpar pelo quê?

- Por todas as outras coisas. Desculpe-me, por me descontrolar na noite em que me contou que Louis propôs a você. Desculpe-me, por não te esperar no Empire State. Desculpe-me, por tratar você como propriedade. Desculpe-me, por não falar que te amava quando  eu sabia que te amava. Acima de tudo, desculpe-me por ter desistido de nós.... Você nunca desistiu.



quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Drop Dead Dive, aparência e outras bobagens



Para quem gosta de um bom drama, essa é uma ótima série. Assisti apenas os primeiros episódios, mas quis escrever sobre Drop Dead Dive.

No episódio piloto, temos uma aspirante a modelo, magra, loira e fútil. Que morre num acidente de carro. Quando Deb chega ao céu é constatado que ela é uma adulta zero/zero. Nunca fez uma boa ação, mas também nunca fez nenhuma maldade e por um erro ela volta à Terra no corpo de uma brilhante advogada, Jane. Jane era dessas mulheres que vivia no trabalho, sem tempo para amigos, romances, família, com problema de peso e baixa auto-estima.

O drama todo está armado, Deb terá que se acostumar com sua nova condição. Joelhos grossos, pés que não servem num Louboutin e uma cintura que nunca experimentou o caimento de um Valentino. E ainda ter que trabalhar com seu ex-namorado, Grayson, que não esconde o amor pela “falecida” e muito menos a dor por sua perda. Deb terá que aprender a não ser bem recebida nos lugares que antes frequentara como baladas, boutiques e bares. Não ser reconhecida pelos amigos. Terá que aprender a conciliar seu espírito pop com a vida solitária de Jane.

O interessante de tudo isso é que Deb adquire todo o conhecimento de Jane, agora, a estereotipada loira burra é esperta, inteligente e com um alto Q.I. Quero dizer, quem não quer essa facilidade na vida de hoje? Você dorme e acorda um bem sucedido advogado. Sem passar cinco anos numa faculdade ou ler livros jurídicos e assistir aulas de ética ou psicologia forense. Acho que tem muita gente querendo ser aquela brilhante e simpaticíssima advogada gordinha.

A globalização da economia e da cultura contribuiu para a ditadura da beleza introduzida pela indústria da moda e absorvida por diferentes classes sociais. Mas acredito que esse culto ao corpo não é prioridade na sociedade moderna. Conhecimento passou a ser tão importante quanto à aparência. A emancipação feminina, ao decorrer dos últimos séculos, trousse profundas modificações na estrutura social moderna. Conteúdo e grau de instrução passaram a ser requisitos para constituição de uma vida a dois. Perspectiva de futuro e não somente um belo corpo é fundamental para a escolha da pessoa certa.

Cada vez mais o valor social do trabalho ganha importância na sociedade moderna, o homem é medido pela sua capacidade de produção e não pelo que veste ou as qualidades físicas que possui. Um exemplo disso que antes da Revolução Industrial predominava na moda masculina o uso de punho branco nas camisas, transparecendo a idéia de limpo, pois era mais nobre não trabalhar, quem trabalhava era o empregado. Após a Revolução Industrial essa característica fashion se perde, pois a nobreza passa a ser vista como sanguessugas da sociedade, não merecendo, por isso, nenhum privilégio, pois quem não trabalha é preguiçoso.

Não estou querendo dizer que a sociedade contemporânea não se importa com a aparência, só quero fizer que não vivemos do culto absoluto ao belo como vários sociólogos afirmam. Digo, tão somente, que junto ao belo existem outros valores que passaram a ser tão importante quanto o belo. Valores esses capazes, inclusive, de modificar o conceito de belo do indivíduo.  Afinal, bom gosto é lapidado e construído pelo meio que circunda o indivíduo. Na série, Drop Dead Diva, Deb deixou de ser uma mulher linda e desconhecida para ser uma requisitada advogada com um padrão de beleza diferente, nem por isso menos ou mais bonita.

Texto bobo, eu sei. Mas hoje quis falar as “Debs” que eu conheço. Estar bem consigo mesmo é importante. Mas vale lembrar que para ser um Deb, basta uma cirurgia, mas para ser uma Jane é preciso uma vida inteira de dedicação. 

sábado, 30 de julho de 2011

Segurança pública, corrupção e outras conversas de bar

Quantas vezes me deparei com conversas que visam justificar a corrupção policial com a remuneração deficiente da categoria. Para muitos, o policial se corrompe porque ganha mal. Para mim, não passa de um papinho, no mínimo, duvidoso.

Policiais, professores e outras profissões deveriam possuir uma remuneração condizente com a função social que suas atividades proporcionam em prol a coletividade e não por mera corrupção. O fundamento defeso para o aumento salarial da categoria é a importância da segurança pública numa sociedade disparataria. Um Estado conceituado como forte e soberano não pode deixar de fornecer segurança ao cidadão, pois onde estaria o poder desse estado que não possui meios de manter a ordem interna, incapaz de assegurar qualquer coisa.
 O Estado assumiu para si a responsabilidade exclusiva de dirimir e solucionar os conflitos sociais de maneira imparcial e garantir a ordem como forma de proporcionar paz. Segurança pública é dever do Estado e é exercida para preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio.

Segurança pública é um dos pilares que sustenta um vastíssimo rol de direitos fundamentais. Não se fala em direito de reunião ou liberdade de expressão se o individuo/grupo estará vulnerável a violência ou a qualquer outro ato que impossibilite ou frustre o exercício de seu direito. (Como desfilar pela Paulista com uma bandeira do Arco-íris se a qualquer tempo alguém me acerta uma lâmpada na cara?) Como posso falar de direito a educação se não estou seguro dentro das escolas e universidades, ou até mesmo no caminho percorrido para chegar às instituições de ensino.

Policiais carecem de aumento salarial visto a importância de sua atividade em âmbito social, pois a segurança pública viabiliza e possibilita o exercício de direitos sociais, coletivos e individuais. E isso é defeso e sustentável, o resto é balela. É conversinha fiada associar corrupção a remuneração inadequada. A corrupção está ligada a critérios subjetivos como a moralidade, respeito ao próximo e “consciência social”. Além do sentimento de impunidade. Se existe milícia, a causa predominante é o fraco caráter do homem e não o seu grau de pobreza ou instrução. 

Os noticiários estão cheios de motoristas de ônibus que devolvem livros e carteiras de usuários descuidados da rede pública de transporte e os mesmo noticiários também trazem casos de desembargadores e promotores envolvidos num grande esquema de corrupção de venda de acórdão, e magistrados que vendem “Habeas Corpus”. Mas, também, não é raro constatar casos de empregados domésticos que furtam pertences de seus patrões ou juízes que conservam o conceito de justiça  presente no acadêmico de direito.

Visto essa inexistência de comportamento padronizado, em diferentes camadas sociais, não se pode dar guarita a critérios simplistas, como educação e poder aquisitivo, para justificar a atuação do profissional. Independente da área, do cargo ou da função exercida devemos ter em mente o valor social do trabalho e exigir de seus prestadores a excelência do serviço. Pois ninguém deve fazer concurso público visando à mera estabilidade, a “policia” exige muito do policial e para que esses requisitos sejam atendidos é necessário afinidade com a atividade desenvolvida, assim como a magistratura, o professor, o médico. Segurança, justiça, educação e saúde são fundamentos ou objetivos da República Federativa do Brasil e por isso a necessidade e o dever do Poder Público em proporcionar um serviço integro e eficaz.

Apenas bons servidores podem atender aos valores da eficiência, legalidade, impessoalidade e moralidade do serviço público. Com bons juízes é possível justiça, mesmo não havendo uma boa legislação, mas com juízes ruins, nem mesmo uma boa legislação garantirá justiça. Bons salários não constitui garantia de bons serviços e nem afasta o favorecimento pessoal do servidor.  Pois se assim fosse, seria defeso argumentos de que a pobreza leva ao crime. Além de absoluta inverdade é também uma carga de preconceito.

Os critérios que ficção os vencimentos de qualquer categoria deveriam observar, além da natureza, do grau de responsabilidade e da complexidade do cargo, também a utilidade do serviço a comunidade que paga por ele. E, em muitos casos, pagam duas vezes. 

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Ricky Martin, The Best Thing About Me Is You


Só porque gosto da fotografia do clip.




"Eu só digo às pessoas para cuidar de si e se concentrarem na dignidade e auto-estima; e olhar mais no espelho e dizer: eu me amo."

domingo, 22 de maio de 2011

Casamento, Bullying, Vampiros e outras conversas.


O casamento nunca deixou de ser uma cerimônia importante em todo o traslado histórico da humanidade. Desde sempre se casa por amor, por dinheiro, por felicidade, por status sociais (por aparência). E esses motivos sempre existiram e também justificam o casamento moderno.
O Rei que casava seus príncipes com princesas de um reino diferente a fim de unir forças e evitar um processo de ruína de toda uma monarquia. “Novos Ricos”, num período pós Revolução Industrial, casavam seus filhos com a nobreza decadente, e assim o nobre concedia seus títulos ao mesmo tempo que garantia seu padrão econômico. E os barões do café, e a sociedade política, e a comunidade agro-industrial...
Mas, hoje, mesmo depois das profundas modificações sociais do século 60 e 70, como a legitimidade dos movimentos feministas, o anticoncepcional e a invenção da maquina de lavar (via Papa Bento XVI).  Casar continua sendo uma cerimônia importante, principalmente (pasmem) para os jovens. Muito mais do que unir riquezas, seguir padrões sociais ou não ficar com a titia. Casar é a (tão clichê) busca da felicidade. A busca pela não solidão.

Talvez, esse seja o momento mais carente da juventude mundial. Estar com alguém nunca foi tão importante. Um exemplo disso é o bullying,que sempre existiu, mas nunca afetou tanto, uma criança ou um adolescente, como agora. Há um medo, cada vez maior, de ser rejeitado, de ser sozinho e sendo assim, a necessidade de ser aceito como somos nunca foi tão relevante.  E talvez aqui possamos explicar essa onda (modinha) vampiresca pelo mundo. Histórias como Crepúsculo, True Blood, Vampire Diaries e outras, trazem exatamente a aceitação. Existe um ser poderoso, bonito, sensual que se apaixona por uma simples humana e a aceita com todos os seus “defeitos humanos” (limitações). Afinal, um amor eterno e alguém que nos aceite como somos não é exatamente o que buscamos? (divago)
Em nada me impressiona ver uma chinesa, vestida de noiva, querendo pular do alto de um prédio pelo rompimento de um noivado. Pois, o casamento, muito mais que uma questão econômica ou um costume social é também a certeza de não estar mais sozinho. O casamento, vinculado a essa idéia de não solidão, se tornou cerimônia de luxo, e não mais pelas vontades dos pais, mas sim pela necessidade que o jovem tem de marcar, com grande estilo, o status de “desejado”, “querido”. A idéia de ser bem sucedido também abrange o sucesso amoroso (ser alguém para alguém). E ser alguém para alguém, tão somente, não basta. É preciso mostrar que não se está mais sozinho. O casamento é um sonho cafona? Pode até ser, mas é o sonho da grande maioria. Basta relembrarmos o casamento do Príncipe William com Kate Middleton para se ter a visão da comoção que tal cerimônia ainda provoca.

Existe o casamento encomendado e conveniente? Claro que sim. Mas hoje casa-se mais pela necessidade de não ficar sozinho (por amor?) do que por negócios e para isso basta saber que Kate Middleton era uma plebéia.