O casamento nunca deixou de ser uma cerimônia importante em todo o traslado histórico da humanidade. Desde sempre se casa por amor, por dinheiro, por felicidade, por status sociais (por aparência). E esses motivos sempre existiram e também justificam o casamento moderno.
O Rei que casava seus príncipes com princesas de um reino diferente a fim de unir forças e evitar um processo de ruína de toda uma monarquia. “Novos Ricos”, num período pós Revolução Industrial, casavam seus filhos com a nobreza decadente, e assim o nobre concedia seus títulos ao mesmo tempo que garantia seu padrão econômico. E os barões do café, e a sociedade política, e a comunidade agro-industrial...
Mas, hoje, mesmo depois das profundas modificações sociais do século 60 e 70, como a legitimidade dos movimentos feministas, o anticoncepcional e a invenção da maquina de lavar (via Papa Bento XVI). Casar continua sendo uma cerimônia importante, principalmente (pasmem) para os jovens. Muito mais do que unir riquezas, seguir padrões sociais ou não ficar com a titia. Casar é a (tão clichê) busca da felicidade. A busca pela não solidão.
Talvez, esse seja o momento mais carente da juventude mundial. Estar com alguém nunca foi tão importante. Um exemplo disso é o bullying,que sempre existiu, mas nunca afetou tanto, uma criança ou um adolescente, como agora. Há um medo, cada vez maior, de ser rejeitado, de ser sozinho e sendo assim, a necessidade de ser aceito como somos nunca foi tão relevante. E talvez aqui possamos explicar essa onda (modinha) vampiresca pelo mundo. Histórias como Crepúsculo, True Blood, Vampire Diaries e outras, trazem exatamente a aceitação. Existe um ser poderoso, bonito, sensual que se apaixona por uma simples humana e a aceita com todos os seus “defeitos humanos” (limitações). Afinal, um amor eterno e alguém que nos aceite como somos não é exatamente o que buscamos? (divago)
Em nada me impressiona ver uma chinesa, vestida de noiva, querendo pular do alto de um prédio pelo rompimento de um noivado. Pois, o casamento, muito mais que uma questão econômica ou um costume social é também a certeza de não estar mais sozinho. O casamento, vinculado a essa idéia de não solidão, se tornou cerimônia de luxo, e não mais pelas vontades dos pais, mas sim pela necessidade que o jovem tem de marcar, com grande estilo, o status de “desejado”, “querido”. A idéia de ser bem sucedido também abrange o sucesso amoroso (ser alguém para alguém). E ser alguém para alguém, tão somente, não basta. É preciso mostrar que não se está mais sozinho. O casamento é um sonho cafona? Pode até ser, mas é o sonho da grande maioria. Basta relembrarmos o casamento do Príncipe William com Kate Middleton para se ter a visão da comoção que tal cerimônia ainda provoca.
Existe o casamento encomendado e conveniente? Claro que sim. Mas hoje casa-se mais pela necessidade de não ficar sozinho (por amor?) do que por negócios e para isso basta saber que Kate Middleton era uma plebéia.


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