quarta-feira, 25 de maio de 2011

Ricky Martin, The Best Thing About Me Is You


Só porque gosto da fotografia do clip.




"Eu só digo às pessoas para cuidar de si e se concentrarem na dignidade e auto-estima; e olhar mais no espelho e dizer: eu me amo."

domingo, 22 de maio de 2011

Casamento, Bullying, Vampiros e outras conversas.


O casamento nunca deixou de ser uma cerimônia importante em todo o traslado histórico da humanidade. Desde sempre se casa por amor, por dinheiro, por felicidade, por status sociais (por aparência). E esses motivos sempre existiram e também justificam o casamento moderno.
O Rei que casava seus príncipes com princesas de um reino diferente a fim de unir forças e evitar um processo de ruína de toda uma monarquia. “Novos Ricos”, num período pós Revolução Industrial, casavam seus filhos com a nobreza decadente, e assim o nobre concedia seus títulos ao mesmo tempo que garantia seu padrão econômico. E os barões do café, e a sociedade política, e a comunidade agro-industrial...
Mas, hoje, mesmo depois das profundas modificações sociais do século 60 e 70, como a legitimidade dos movimentos feministas, o anticoncepcional e a invenção da maquina de lavar (via Papa Bento XVI).  Casar continua sendo uma cerimônia importante, principalmente (pasmem) para os jovens. Muito mais do que unir riquezas, seguir padrões sociais ou não ficar com a titia. Casar é a (tão clichê) busca da felicidade. A busca pela não solidão.

Talvez, esse seja o momento mais carente da juventude mundial. Estar com alguém nunca foi tão importante. Um exemplo disso é o bullying,que sempre existiu, mas nunca afetou tanto, uma criança ou um adolescente, como agora. Há um medo, cada vez maior, de ser rejeitado, de ser sozinho e sendo assim, a necessidade de ser aceito como somos nunca foi tão relevante.  E talvez aqui possamos explicar essa onda (modinha) vampiresca pelo mundo. Histórias como Crepúsculo, True Blood, Vampire Diaries e outras, trazem exatamente a aceitação. Existe um ser poderoso, bonito, sensual que se apaixona por uma simples humana e a aceita com todos os seus “defeitos humanos” (limitações). Afinal, um amor eterno e alguém que nos aceite como somos não é exatamente o que buscamos? (divago)
Em nada me impressiona ver uma chinesa, vestida de noiva, querendo pular do alto de um prédio pelo rompimento de um noivado. Pois, o casamento, muito mais que uma questão econômica ou um costume social é também a certeza de não estar mais sozinho. O casamento, vinculado a essa idéia de não solidão, se tornou cerimônia de luxo, e não mais pelas vontades dos pais, mas sim pela necessidade que o jovem tem de marcar, com grande estilo, o status de “desejado”, “querido”. A idéia de ser bem sucedido também abrange o sucesso amoroso (ser alguém para alguém). E ser alguém para alguém, tão somente, não basta. É preciso mostrar que não se está mais sozinho. O casamento é um sonho cafona? Pode até ser, mas é o sonho da grande maioria. Basta relembrarmos o casamento do Príncipe William com Kate Middleton para se ter a visão da comoção que tal cerimônia ainda provoca.

Existe o casamento encomendado e conveniente? Claro que sim. Mas hoje casa-se mais pela necessidade de não ficar sozinho (por amor?) do que por negócios e para isso basta saber que Kate Middleton era uma plebéia. 

quarta-feira, 18 de maio de 2011

"Chuck Bass e Blair Waldorf, felizes para nunca"

- Por que fez aquilo?
- Pelo que disse mais cedo.
- Sobre ser Feliz? Chuck, isso é a coisa mais importante. Pessoas não escrevem sonetos sobre compatibilidade ou romances sobre metas em comum e conversas hilárias. Os grandes romances são irracionais.
- Blair, não moramos em Paris nos anos 20.
- Mas desejamos morar.
- Existe uma grande diferença entre o grande amor e o amor certo. Saí do Empire State, ano passado, dois minutos depois que você não apareceu. Louis esperou a noite inteira. É a sua chance de ser feliz. Você acha que não quer, pois nunca teve e isso assusta você. Mas você merece seu conto de fadas.
- Criamos nosso conto de fadas.
- Só enquanto precisávamos. E você não precisa. Como se sente sobre essa noite?
- Horrível, apenas terrível. Nunca havia me sentindo dessa maneira.
- Culpa. Eu sinto também. Talvez, eu realmente esteja crescendo.
- Não queria deixá-lo.
- Não deixe ninguém dizer que você não é poderosa. Você é a mulher mais poderosa que eu conheço.
- Está usando todo o poder que eu tenho para me afastar de você.
- Eu sei. Mas eu preciso deixá-la. E você precisa me deixar ir.
- Eu só vou amar você.
- Eu só vou amar você.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Quem foi Maria Madalena?

No livro, “O Código da Vinci”, Dan Brow narra Maria Madalena como uma esposa, mulher de Cristo.  E, com isso, ajudou a difundir o argumento de que na “L'Ultima Cena” Leonardo da Vinci retratou, a direita de Jesus, Maria Madalena, considerada, então, o Santo Graal, ou seja, lugar onde repousa o sangue de Cristo, aludindo, com isso, que Maria Madalena esperava um filho de Jesus Cristo. Maria Madalena, muito mais do que está dito na Bíblia, foi, verdadeiramente, uma discípula de Jesus, e, segundo diversos historiadores, o discípulo mais próximo do Mestre e de seus ensinamentos espirituais.
Para a igreja católica, Maria Madalena é mencionada no Novo Testamento por Lucas, João, Mateus e Marcos como uma distinta discípula de Jesus que, junto com outras mulheres, esteve com Maria de Nazaré durante a crucificação e o funeral de Cristo e quem recebeu, de um anjo, a notícia da ressurreição. Existem múltiplos templos em todo o mundo dedicados a esta Santa católica denominada Santa Maria de Madalena.

Lady Gaga interpreta, em seu novo vídeo clipe, a figura dessa Mulher controvertida em seu verdadeiro significado (prostituta, santa, esposa ou o fim dos dogmas católicos cristãos). Muito mais do que, tão somente, ser assunto, ser autêntica ou querer chocar e irritar fervorosos cristãos, a música “Judas” revela o caráter questionador de Lady Gaga, mostrando, assim,  que a Rainha pop não é apenas maquiagem e peruca. Ela realmente dá valor a sua arte e a suas origens, não apenas se moldando as tendências midiáticas para fazer sucesso. Sucesso é consequência de sua atitude parnasiana de arte pela arte.
Uma certeza: Maria Madalena foi a mulher num universo predominantemente masculino. E Lady Gaga visa questionar a existência das figuras masculinas como autoridade hierárquica da Igreja,  como o “clube do bolinha” onde a mulher é vista com certa inferioridade até hoje (religiões da insegurança). E claro que não apenas dentro da Igreja, mas na sociedade em geral, basta olha a composição plenária do Supremo Tribunal Federal ou do Congresso Nacional. Ou ainda o marketing do produto “Bombril”,  que diz “Bombril, o produto que evoluiu com as mulheres”, mas que também nunca saiu da cozinha, ou algo do tipo, mas divago...

Gaga demonstra a visão conservadora e ultrapassada de instituições milenares como a Igreja, e a necessidade de rever certos conceitos sob a luz da realidade social. E, nesse sentindo, parafraseando com a letra: Na visão Bíblica: prostituta, vagabunda e vadia, mas deve-se  argumentar no sentido cultural, ou seja, de um novo tempo, novas visões (hoje o STF declarou constitucional a união estável homoafetiva).
Além desse conceito feminista do clipe, que trás os doze apóstolos em motos e Maria Madalena (Gaga) na garupa de Jesus Cristo. A letra também transparece as dualidades do amor, “Jesus é minha virtude e Judas é o demônio ao qual eu me apego.” Na realista concepção de que não escolhemos por quem nos apaixonamos e muitas vezes gostamos de quem não nos dá nenhum valor e não damos a mínima para quem realmente nos quer bem.  “Ele é tão cruel, mas eu ainda amo Judas”.
Quem foi Maria Madalena? Mulher que quis fazer a diferença. Mulher que pelo simples fato de ser Mulher, entrou para historia. Mulher de fé.  Mulher que amou e sofreu, e aqui não importa se foi por um Deus ou por um Homem. 
Assista ao vídeo aqui