quinta-feira, 5 de maio de 2011

Quem foi Maria Madalena?

No livro, “O Código da Vinci”, Dan Brow narra Maria Madalena como uma esposa, mulher de Cristo.  E, com isso, ajudou a difundir o argumento de que na “L'Ultima Cena” Leonardo da Vinci retratou, a direita de Jesus, Maria Madalena, considerada, então, o Santo Graal, ou seja, lugar onde repousa o sangue de Cristo, aludindo, com isso, que Maria Madalena esperava um filho de Jesus Cristo. Maria Madalena, muito mais do que está dito na Bíblia, foi, verdadeiramente, uma discípula de Jesus, e, segundo diversos historiadores, o discípulo mais próximo do Mestre e de seus ensinamentos espirituais.
Para a igreja católica, Maria Madalena é mencionada no Novo Testamento por Lucas, João, Mateus e Marcos como uma distinta discípula de Jesus que, junto com outras mulheres, esteve com Maria de Nazaré durante a crucificação e o funeral de Cristo e quem recebeu, de um anjo, a notícia da ressurreição. Existem múltiplos templos em todo o mundo dedicados a esta Santa católica denominada Santa Maria de Madalena.

Lady Gaga interpreta, em seu novo vídeo clipe, a figura dessa Mulher controvertida em seu verdadeiro significado (prostituta, santa, esposa ou o fim dos dogmas católicos cristãos). Muito mais do que, tão somente, ser assunto, ser autêntica ou querer chocar e irritar fervorosos cristãos, a música “Judas” revela o caráter questionador de Lady Gaga, mostrando, assim,  que a Rainha pop não é apenas maquiagem e peruca. Ela realmente dá valor a sua arte e a suas origens, não apenas se moldando as tendências midiáticas para fazer sucesso. Sucesso é consequência de sua atitude parnasiana de arte pela arte.
Uma certeza: Maria Madalena foi a mulher num universo predominantemente masculino. E Lady Gaga visa questionar a existência das figuras masculinas como autoridade hierárquica da Igreja,  como o “clube do bolinha” onde a mulher é vista com certa inferioridade até hoje (religiões da insegurança). E claro que não apenas dentro da Igreja, mas na sociedade em geral, basta olha a composição plenária do Supremo Tribunal Federal ou do Congresso Nacional. Ou ainda o marketing do produto “Bombril”,  que diz “Bombril, o produto que evoluiu com as mulheres”, mas que também nunca saiu da cozinha, ou algo do tipo, mas divago...

Gaga demonstra a visão conservadora e ultrapassada de instituições milenares como a Igreja, e a necessidade de rever certos conceitos sob a luz da realidade social. E, nesse sentindo, parafraseando com a letra: Na visão Bíblica: prostituta, vagabunda e vadia, mas deve-se  argumentar no sentido cultural, ou seja, de um novo tempo, novas visões (hoje o STF declarou constitucional a união estável homoafetiva).
Além desse conceito feminista do clipe, que trás os doze apóstolos em motos e Maria Madalena (Gaga) na garupa de Jesus Cristo. A letra também transparece as dualidades do amor, “Jesus é minha virtude e Judas é o demônio ao qual eu me apego.” Na realista concepção de que não escolhemos por quem nos apaixonamos e muitas vezes gostamos de quem não nos dá nenhum valor e não damos a mínima para quem realmente nos quer bem.  “Ele é tão cruel, mas eu ainda amo Judas”.
Quem foi Maria Madalena? Mulher que quis fazer a diferença. Mulher que pelo simples fato de ser Mulher, entrou para historia. Mulher de fé.  Mulher que amou e sofreu, e aqui não importa se foi por um Deus ou por um Homem. 
Assista ao vídeo aqui

Nenhum comentário:

Postar um comentário