sábado, 30 de julho de 2011

Segurança pública, corrupção e outras conversas de bar

Quantas vezes me deparei com conversas que visam justificar a corrupção policial com a remuneração deficiente da categoria. Para muitos, o policial se corrompe porque ganha mal. Para mim, não passa de um papinho, no mínimo, duvidoso.

Policiais, professores e outras profissões deveriam possuir uma remuneração condizente com a função social que suas atividades proporcionam em prol a coletividade e não por mera corrupção. O fundamento defeso para o aumento salarial da categoria é a importância da segurança pública numa sociedade disparataria. Um Estado conceituado como forte e soberano não pode deixar de fornecer segurança ao cidadão, pois onde estaria o poder desse estado que não possui meios de manter a ordem interna, incapaz de assegurar qualquer coisa.
 O Estado assumiu para si a responsabilidade exclusiva de dirimir e solucionar os conflitos sociais de maneira imparcial e garantir a ordem como forma de proporcionar paz. Segurança pública é dever do Estado e é exercida para preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio.

Segurança pública é um dos pilares que sustenta um vastíssimo rol de direitos fundamentais. Não se fala em direito de reunião ou liberdade de expressão se o individuo/grupo estará vulnerável a violência ou a qualquer outro ato que impossibilite ou frustre o exercício de seu direito. (Como desfilar pela Paulista com uma bandeira do Arco-íris se a qualquer tempo alguém me acerta uma lâmpada na cara?) Como posso falar de direito a educação se não estou seguro dentro das escolas e universidades, ou até mesmo no caminho percorrido para chegar às instituições de ensino.

Policiais carecem de aumento salarial visto a importância de sua atividade em âmbito social, pois a segurança pública viabiliza e possibilita o exercício de direitos sociais, coletivos e individuais. E isso é defeso e sustentável, o resto é balela. É conversinha fiada associar corrupção a remuneração inadequada. A corrupção está ligada a critérios subjetivos como a moralidade, respeito ao próximo e “consciência social”. Além do sentimento de impunidade. Se existe milícia, a causa predominante é o fraco caráter do homem e não o seu grau de pobreza ou instrução. 

Os noticiários estão cheios de motoristas de ônibus que devolvem livros e carteiras de usuários descuidados da rede pública de transporte e os mesmo noticiários também trazem casos de desembargadores e promotores envolvidos num grande esquema de corrupção de venda de acórdão, e magistrados que vendem “Habeas Corpus”. Mas, também, não é raro constatar casos de empregados domésticos que furtam pertences de seus patrões ou juízes que conservam o conceito de justiça  presente no acadêmico de direito.

Visto essa inexistência de comportamento padronizado, em diferentes camadas sociais, não se pode dar guarita a critérios simplistas, como educação e poder aquisitivo, para justificar a atuação do profissional. Independente da área, do cargo ou da função exercida devemos ter em mente o valor social do trabalho e exigir de seus prestadores a excelência do serviço. Pois ninguém deve fazer concurso público visando à mera estabilidade, a “policia” exige muito do policial e para que esses requisitos sejam atendidos é necessário afinidade com a atividade desenvolvida, assim como a magistratura, o professor, o médico. Segurança, justiça, educação e saúde são fundamentos ou objetivos da República Federativa do Brasil e por isso a necessidade e o dever do Poder Público em proporcionar um serviço integro e eficaz.

Apenas bons servidores podem atender aos valores da eficiência, legalidade, impessoalidade e moralidade do serviço público. Com bons juízes é possível justiça, mesmo não havendo uma boa legislação, mas com juízes ruins, nem mesmo uma boa legislação garantirá justiça. Bons salários não constitui garantia de bons serviços e nem afasta o favorecimento pessoal do servidor.  Pois se assim fosse, seria defeso argumentos de que a pobreza leva ao crime. Além de absoluta inverdade é também uma carga de preconceito.

Os critérios que ficção os vencimentos de qualquer categoria deveriam observar, além da natureza, do grau de responsabilidade e da complexidade do cargo, também a utilidade do serviço a comunidade que paga por ele. E, em muitos casos, pagam duas vezes. 

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Ricky Martin, The Best Thing About Me Is You


Só porque gosto da fotografia do clip.




"Eu só digo às pessoas para cuidar de si e se concentrarem na dignidade e auto-estima; e olhar mais no espelho e dizer: eu me amo."

domingo, 22 de maio de 2011

Casamento, Bullying, Vampiros e outras conversas.


O casamento nunca deixou de ser uma cerimônia importante em todo o traslado histórico da humanidade. Desde sempre se casa por amor, por dinheiro, por felicidade, por status sociais (por aparência). E esses motivos sempre existiram e também justificam o casamento moderno.
O Rei que casava seus príncipes com princesas de um reino diferente a fim de unir forças e evitar um processo de ruína de toda uma monarquia. “Novos Ricos”, num período pós Revolução Industrial, casavam seus filhos com a nobreza decadente, e assim o nobre concedia seus títulos ao mesmo tempo que garantia seu padrão econômico. E os barões do café, e a sociedade política, e a comunidade agro-industrial...
Mas, hoje, mesmo depois das profundas modificações sociais do século 60 e 70, como a legitimidade dos movimentos feministas, o anticoncepcional e a invenção da maquina de lavar (via Papa Bento XVI).  Casar continua sendo uma cerimônia importante, principalmente (pasmem) para os jovens. Muito mais do que unir riquezas, seguir padrões sociais ou não ficar com a titia. Casar é a (tão clichê) busca da felicidade. A busca pela não solidão.

Talvez, esse seja o momento mais carente da juventude mundial. Estar com alguém nunca foi tão importante. Um exemplo disso é o bullying,que sempre existiu, mas nunca afetou tanto, uma criança ou um adolescente, como agora. Há um medo, cada vez maior, de ser rejeitado, de ser sozinho e sendo assim, a necessidade de ser aceito como somos nunca foi tão relevante.  E talvez aqui possamos explicar essa onda (modinha) vampiresca pelo mundo. Histórias como Crepúsculo, True Blood, Vampire Diaries e outras, trazem exatamente a aceitação. Existe um ser poderoso, bonito, sensual que se apaixona por uma simples humana e a aceita com todos os seus “defeitos humanos” (limitações). Afinal, um amor eterno e alguém que nos aceite como somos não é exatamente o que buscamos? (divago)
Em nada me impressiona ver uma chinesa, vestida de noiva, querendo pular do alto de um prédio pelo rompimento de um noivado. Pois, o casamento, muito mais que uma questão econômica ou um costume social é também a certeza de não estar mais sozinho. O casamento, vinculado a essa idéia de não solidão, se tornou cerimônia de luxo, e não mais pelas vontades dos pais, mas sim pela necessidade que o jovem tem de marcar, com grande estilo, o status de “desejado”, “querido”. A idéia de ser bem sucedido também abrange o sucesso amoroso (ser alguém para alguém). E ser alguém para alguém, tão somente, não basta. É preciso mostrar que não se está mais sozinho. O casamento é um sonho cafona? Pode até ser, mas é o sonho da grande maioria. Basta relembrarmos o casamento do Príncipe William com Kate Middleton para se ter a visão da comoção que tal cerimônia ainda provoca.

Existe o casamento encomendado e conveniente? Claro que sim. Mas hoje casa-se mais pela necessidade de não ficar sozinho (por amor?) do que por negócios e para isso basta saber que Kate Middleton era uma plebéia. 

quarta-feira, 18 de maio de 2011

"Chuck Bass e Blair Waldorf, felizes para nunca"

- Por que fez aquilo?
- Pelo que disse mais cedo.
- Sobre ser Feliz? Chuck, isso é a coisa mais importante. Pessoas não escrevem sonetos sobre compatibilidade ou romances sobre metas em comum e conversas hilárias. Os grandes romances são irracionais.
- Blair, não moramos em Paris nos anos 20.
- Mas desejamos morar.
- Existe uma grande diferença entre o grande amor e o amor certo. Saí do Empire State, ano passado, dois minutos depois que você não apareceu. Louis esperou a noite inteira. É a sua chance de ser feliz. Você acha que não quer, pois nunca teve e isso assusta você. Mas você merece seu conto de fadas.
- Criamos nosso conto de fadas.
- Só enquanto precisávamos. E você não precisa. Como se sente sobre essa noite?
- Horrível, apenas terrível. Nunca havia me sentindo dessa maneira.
- Culpa. Eu sinto também. Talvez, eu realmente esteja crescendo.
- Não queria deixá-lo.
- Não deixe ninguém dizer que você não é poderosa. Você é a mulher mais poderosa que eu conheço.
- Está usando todo o poder que eu tenho para me afastar de você.
- Eu sei. Mas eu preciso deixá-la. E você precisa me deixar ir.
- Eu só vou amar você.
- Eu só vou amar você.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Quem foi Maria Madalena?

No livro, “O Código da Vinci”, Dan Brow narra Maria Madalena como uma esposa, mulher de Cristo.  E, com isso, ajudou a difundir o argumento de que na “L'Ultima Cena” Leonardo da Vinci retratou, a direita de Jesus, Maria Madalena, considerada, então, o Santo Graal, ou seja, lugar onde repousa o sangue de Cristo, aludindo, com isso, que Maria Madalena esperava um filho de Jesus Cristo. Maria Madalena, muito mais do que está dito na Bíblia, foi, verdadeiramente, uma discípula de Jesus, e, segundo diversos historiadores, o discípulo mais próximo do Mestre e de seus ensinamentos espirituais.
Para a igreja católica, Maria Madalena é mencionada no Novo Testamento por Lucas, João, Mateus e Marcos como uma distinta discípula de Jesus que, junto com outras mulheres, esteve com Maria de Nazaré durante a crucificação e o funeral de Cristo e quem recebeu, de um anjo, a notícia da ressurreição. Existem múltiplos templos em todo o mundo dedicados a esta Santa católica denominada Santa Maria de Madalena.

Lady Gaga interpreta, em seu novo vídeo clipe, a figura dessa Mulher controvertida em seu verdadeiro significado (prostituta, santa, esposa ou o fim dos dogmas católicos cristãos). Muito mais do que, tão somente, ser assunto, ser autêntica ou querer chocar e irritar fervorosos cristãos, a música “Judas” revela o caráter questionador de Lady Gaga, mostrando, assim,  que a Rainha pop não é apenas maquiagem e peruca. Ela realmente dá valor a sua arte e a suas origens, não apenas se moldando as tendências midiáticas para fazer sucesso. Sucesso é consequência de sua atitude parnasiana de arte pela arte.
Uma certeza: Maria Madalena foi a mulher num universo predominantemente masculino. E Lady Gaga visa questionar a existência das figuras masculinas como autoridade hierárquica da Igreja,  como o “clube do bolinha” onde a mulher é vista com certa inferioridade até hoje (religiões da insegurança). E claro que não apenas dentro da Igreja, mas na sociedade em geral, basta olha a composição plenária do Supremo Tribunal Federal ou do Congresso Nacional. Ou ainda o marketing do produto “Bombril”,  que diz “Bombril, o produto que evoluiu com as mulheres”, mas que também nunca saiu da cozinha, ou algo do tipo, mas divago...

Gaga demonstra a visão conservadora e ultrapassada de instituições milenares como a Igreja, e a necessidade de rever certos conceitos sob a luz da realidade social. E, nesse sentindo, parafraseando com a letra: Na visão Bíblica: prostituta, vagabunda e vadia, mas deve-se  argumentar no sentido cultural, ou seja, de um novo tempo, novas visões (hoje o STF declarou constitucional a união estável homoafetiva).
Além desse conceito feminista do clipe, que trás os doze apóstolos em motos e Maria Madalena (Gaga) na garupa de Jesus Cristo. A letra também transparece as dualidades do amor, “Jesus é minha virtude e Judas é o demônio ao qual eu me apego.” Na realista concepção de que não escolhemos por quem nos apaixonamos e muitas vezes gostamos de quem não nos dá nenhum valor e não damos a mínima para quem realmente nos quer bem.  “Ele é tão cruel, mas eu ainda amo Judas”.
Quem foi Maria Madalena? Mulher que quis fazer a diferença. Mulher que pelo simples fato de ser Mulher, entrou para historia. Mulher de fé.  Mulher que amou e sofreu, e aqui não importa se foi por um Deus ou por um Homem. 
Assista ao vídeo aqui

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Alien

Parece que alienígenas andam inspirando os cantores e estão virando tendência. Depois do clipe de "Born This Way" de Lady Gaga, onde “criaturas” ganham um grande destaque, Katy Perry mostra seu conceito de alienígena muito mais sofisticado e surreal e menos estranho-mostro como o “alien” da Gaga.
Flora Sigismondi, diretora de "E.T.",  acertou na idéia futurista na qual Katy Perry aparenta um ser estranho e irreal, mas dotado de sensualidade e elegância enquanto flutua atrás de seu amor extraterrestre perdido no espaço.  A fashion designer Carol Beadle, quem trabalhou na criação da aparência sobrenatural na cantora, conta que se inspirou em águas-vivas e amebas para o figurino envolvente da estrela pop.


E ainda nessa concepção fashionista Viktor & Rolf marca estilo e elegância com o figurino mais encantador do vídeo. Mas não é de hoje que a assinatura da dupla holandesa se destaca com tanta autenticidade num clipe pop, no começo de 2010 você deve ter visto Lady Gaga como  presidiária em “Telephone” usando correntes e óculos feitos de cigarros e mostrando ao mundo que ela veio para ser assunto. Veja mais disso aqui.


E muito menos sedutora e envolvente, mas com muito para dizer Lady Gaga interpreta (ou é a própria) “Mother Moster” que inicia seu vídeo num parto alienígena para mostrar a todos que ela nasceu assim. E deixa transparecer a idéia de que moda não é apenas uma questão de interpretação, mas sim uma questão de liberdade, expressão e autenticidade muito além de algo meramente comercial e sim, puramente artístico.
“Born This Way” é dirigido por Nick Knight e o figurino assinado pelo diretor da marcar francesa Mugler, Nicola Formichetti. E ainda como se não bastasse a participação do brasileiro Evandro Soldati no videoclipe “Alejandro”, “Born This Way” possui a graciosa participação da brasileira Raquel Zimmermann que teve a oportunidade de ser um “little monster” e contracenar com Lady Gaga. 


Na semana de moda de Moscou, a grife David e Alexander colocou modelos com cabeças de extraterrestres na passarela nesta quinta, 31.



Já pensou se essa moda pega?


Rótulos

Eu queria falar da vitoria da Maria, queria falar de BBB. Mas tudo isso ficou velho antes mesmo que eu pudesse escrever o texto. Sendo assim, iria falar dessa tendência de fazer musica com um temática gay e ainda fazer uma comparação entre as alienígenas interpretadas por Lady Gaga (Born This Way) e Katy Perry (E.T.).  Mas até hoje, há 6 dias da final do BBB, eu escuto coisas do tipo “Você perdeu seu tempo com Big Brother Brasil?” “Vai ler um livro ao invés de assistir Big Brother”. Logo, é algo pertinente falar da “casa mais vigiada do Brasil”.
O Reality Show, transmitido pela Rede Globo, sofre inúmeras críticas. Acusado de ser um programa exibicionista, pois, pessoas deixam uma emissora lucrar, assombrosos milhões, enquanto  explora suas imagens de forma desrespeitosa enquanto lhes proporcionam 15 mim de fama. Nessa visão é absolutamente coerente a afirmação de exibicionista, desde que, é claro,  não nos esqueçamos de princípios como a livre iniciativa econômica e a liberdade (de participar do programa ou de desligar a TV). O inaceitável são as frases infundas e injustificadas, como por exemplo "programa de gente alienada sem cutura",  de quem não possui argumentos e tão pouco uma opinião sobre alguma coisa, que não busca demonstrar o porquê de tão inapropriado é o programa e apenas usam argumentos agressivos (se isso for argumento) que não explicam nada, apenas agridem.
Primeiramente, criticar programas populares é criticar principalmente às massas que os assistem. Julgar um programa que já está no ar à 11 anos é julgar o seu público, que supostamente não tem “cultura”. Mas, então eu pergunto: O que é cultura? Ter cultura é ler livro? É escutar música instrumental? Quem disse que não é possível gostar das duas coisas, ler e ver o BBB? Nessa idéia de globalização ao qual temos que sobreviver, o mundo acaba sendo dos ecléticos. E, não vejo a impossibilidade de assistir um programa de TV e ler um livro.
Numa coisa o Pedro Bial acertou, em seu discurso que anunciou o vencedor do BBB11, "hoje a televisão é a Àgora dos gregos". Pois, é ali que há a difusão de novas formas de pensar, de ver o mundo, de compreender as diferenças e o comportamento do homem moderno na sociedade contemporânea. E aqui nem vou entrar no papel social que o Big Brother exerce ao discutir assuntos como homossexualidade, transexualidade, machismo, feminismo e outras conversas.
É no mínimo intrigante a visão critica de quem se adere ao movimento “desligue a TV e abra um livro”. Pois admitir a “falta de cultura” de uns é admitir também, sua própria falta de visão democrática e política. Afinal “ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude da lei.” Não gostar do programa é uma coisa, outra é impor o seu gosto e decidir, de maneira absoluta, o que é bom e o que não é. Saber respeitar o gosto do próximo é o que difere um intelectual de um elitista. Big Brother não é um mau gosto. É gosto. Pertence a outra classe, a outro olhar, a outra forma de vida. Afirmar que BBB é coisa de gente sem cultura traspassa aquela “idéia autorizadora”, na triste concepção de que a valorização de algo vem de uma fonte (já aceita como intelectual) que autoriza você a gostar de algo ou não. E caso não goste, está fadado a ser um sem cultura para o resto de sua vida.
Nesse sentido, o mesmo “Vai Lacraia” tão imoral e indecente cantado por MC Serginho é considerado Cult na voz de Zeca Baleiro. Ou até mesmo, o tão vulgar, “Baba Baby” da Kelly Key ganha outros olhares na voz de Maria Gadú e assim outras inúmeras rotulagens. De alguém que diz “isso é Cult. Isso não”.
É absolutamente contraditório existir uma elite que prega a tolerância, o respeito, a igualdade de todos, mas que acaba por rotular o conceito de “culto”. E com isso criar uma subcategoria de homens. Quem mais prima pela postura civilizada e democrática do mundo fere seu próprio principio, a liberdade. A liberdade de gostar de qualquer coisa sem se preocupar com nenhuma rotulagem que o possa inferiorizar como homem. E coma já disse Elenina (doutora em linguística e ex-BBB), em seu Blog, “Rótulos são para geléias. E eu nem gosto de geléias. Isso eu sei.”